Frase do genial dramaturgo e amigo FRANZ KEPPLER:
"O artista tem que ir onde o povo está...
Menos em Sapopemba, que é muito longe..."
quinta-feira, 8 de maio de 2008
quarta-feira, 7 de maio de 2008
SOBRE MUROS E PONTES
"Os jovens estão cada vez mais ignorantes, mais alienados..."
Ouve-se muito isso hoje em dia! A cada esquina podemos encontrar um senhor com o mesmo discurso catastrófico. Pregando o apocalipse da juventude. Criticando-a por não ter objetivo, por ser formada de "arruaceiros sem limites".
Eu sempre fico de bode quando começam com essa história...
Os senhores respeitáveis de hoje, os mesmos que perderam a sua juventude lutando contra uma triste e opressora ditadura, criticam os atuais jovens esquecendo-se que as mesmas críticas eram feitos a eles naquela época. Não gostam da sua música, da vulgaridade, da falta de seriedade, de caráter, de valores, de ética, de objetivos... blá, blá, blá...
Sou de uma geração pós ditadura. Sou parte dessa massa criticada pela falta de objetividade política. Não tão jovem, sou também professor de teatro de adolescentes e pré-adolescentes. E confesso, sem vergonha alguma, que me identifico muito mais com meus alunos do que com esses senhores.
Os jovens de hoje não tem mesmo uma postura política esclarecida.
E quem tem nesse país?
Aqueles que lutaram contra a ditadura e hoje, eleitos pelo governo democrático, são envolvidos em esquemas de corrupção?
Os mesmos guerrilheiros que braviamente derrubaram o muro da ditadura e instauraram a democracia e que hoje abusam do nepotismo, mudam de partido como se mudassem de cueca e usam a máquina e o dinheiro do governo para seu benefício pessoal?
Os nossos jovens enfrentam atualmente um desafio tão grande quanto a ditadura: o de selecionar e aproveitar as informações em um mundo recheado de inutilidades, de um capitalismo voraz e opressor, de falsidades ideológicas, políticas e mentiras internéticas, e fazer dessa seleção o seu conhecimento e seu futuro.
Não existem mais muros, é fato.
Mas esses senhores críticos ignoram que são os jovens de hoje os responsáveis por construir pontes de conhecimentos, relacionando as informações que lhes são ofertadas. Eles esquecem que esses jovens são o reflexo do que se fez na política desse país depois das diretas.
É MAIS DIFÍCIL CONSTRUIR PONTES DO QUE DERRUBAR MUROS!!!
Os senhores, embebidos em um saudosismo de sua juentude, na sua prórpia vaidade e na preguiça de entender o mundo contemporâneo, se esquecem que essa juventude é filha deles, foi criada por eles. E que seu comportamento é reflexo! É o filho mimado do pai que passou por necessidades!
Não estamos piores, muito pelo contrário! O que eu conheço de jovens interessantes, articulados e dotados de uma visão mais clara e contundente que a minha não dá pra contar... Se dependermos desses jovens no governo e na intelectualidade do futuro, não haverá apocalipse.
Aguardo ansiosamente o dia em que os jovens dirão:
"Calma tio, tá tudo sob controle... E vocês achavam que não conseguiríamos, né? huahuahua"
terça-feira, 6 de maio de 2008
VOTE NULO!!!

O BARRIGA entrou numa onda política por pura indignação:
Quantas vezes eu já ouví em época de eleição "vote, o voto é a sua ferramenta para um brasil melhor." ou "o voto é o único jeito de mudar o país"... EU FICO PUTO!!!!!!!!!!!!!
Enquanto considerarmos o voto a principal ferramenta da democracia, estamos vivendo em uma "ditadura das eleições" onde elegemos um moço que faz uma camapanha política linda e lavamos as mãos... Assim, pro mais quatro anos não temos que pensar em política!
O VOTO É UM MECANISMO DEMOCRÁTICO, NÃO UMA FERRAMENTA DO CIDADÃO!
Outra coisa que me irrita é o tal "Eu vou votar no FULANO por que o BELTRANO pode ganhar!" O VOTO ÚTIL É PURA BURRICE POLÍTICA!!!
se não tem em quem votar, se a plataforma política do partido (que piada) não te agradar, se tem um candidato que é somente "menos pior" que outro...VOTE NULO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
O voto nulo é uma prova da politização do cidadão, e não um gesto arruaceiro. O voto nulo quer dizer que não concorda com ninguém que está disputando a eleição, e que não vai submeter o seu consentimento àqueles que são os menos piores...
MEU SONHO É VER UMA ELEIÇÃO ADIADA POR MAIS DE 50% DA POPULAÇÃO TER VOTADO NULO!!!!!!!!!!
Isso iria, necessáriamente, gerar a crise conceitual da política e finalmente iríamos começar a se tornar um país de politizados, não mais somente um país de políticos!
sábado, 3 de maio de 2008
quinta-feira, 24 de abril de 2008
NOVO DITADO POPULAR
Depois do sucesso do ditado "No Brasil existem dois Cravinhos para cada Richtoffen", o BARRIGA está interessado em divulgar o novíssimo:
"Isabella saia da janela..."
Ele pode ser usado no lugar de "quem faz a fama deita na cama", "Quem avisa amigo é", "Quem cochicha o rabo espicha", "Em casa de ferreiro espeto é de pau" e de muitos outros!
Escolha o seu!
Novidade sobre o caso Isabella?
Todas as notícias são a mesma!!! Não me venham falar de liberdade de imprensa! Quero discutir agora a "responsabilidade de imprensa". Colaborando para que todos queiram cuidar da vida dos outros, grandes profissionais (até o Jabor, veja só!) confundem a cabeça de um público ignorante fazendo com que tudo pareça novela! Que você assiste todo dia e mesmo que a história não caminhe e não aconteça nada, você continua assistindo!
Mas não é! Jornalismo não é entrenimento!
A comoção de todos com a monstruosidade do assassinato não passa de uma alienação voluntária à sua própria desgraça! Multidões gritando "justiça, justiça" me fazem chorar... de raiva!!!
Principalmente porque as pessoas se mobilizam por uma causa que nada tem a ver com eles!
É a velha confusão entre o que é público e o que é privado que alimenta a corrupção e a ladroagem nesse país!
E enquanto o público ataca tomates e elege um novo monstro que supostamente matou a filha, acha absolutamente normal o político roubar, e elege um cantor, uma dançarina gostosa de axé ou um cara bonitão pra representa-lo.
Nada mais do que um motivo para piada!
Deixem o cara e a sua mulher serem julgados em paz!
Guardem o grito de justiça quando a questão disser respeito a você! Ou a todo mundo!
quarta-feira, 16 de abril de 2008
DARWINIANA
Todos a postos??
...
!
É dada a largada!
Todos saem em disparada em direção à linha de chegada, que é Deus, e... Deus? Bom... que é Deus, a natureza, a perfeição, a novidade... Como quiser chamar...
O que importa é que a linha de chegada é longe demais e você sabe que não vai chegar lá!
Vai passar o bastão que você leva na mão pra alguém antes de cair duro!
A corrida tem obstáculos! Alguns você passa por cima sem nem mesmo notar que estão aí!
Outros obstáculos dão um trabalho maior e você é obrigado a diminuir a velocidade, pra não tropeçar bater de nariz, largando o bastão!
Os competidores podem ser os obstáculos as vezes!
Por isso, em busca de um aprefeiçoamento do esporte se formaram as equipes!
É muito comum passar por cima dos competidores! Até dos da mesma equipe!
As equipes jogam segundo uma regra própria de cada, mesmo quando contra as outras, por exemplo:
Uma certa equipe joga segundo as seguintes regras:
1- jogar pela equipe, mas antes pelas subequipes, pelas microequipes e em primeiro lugar pela autoequipe!
2- O competidor mais bonzinho se ferra, morre amassado, passado por cima!
3- Os que falam que não passam por cima de ninguém, e mesmo assim estão bem colocados no grid, são chamados "hipócritas" pelos outros competidores dessa mesma equipe!
4- Quem vê a regra com clareza, joga com a regra a seu favor!
5- Só passa o bastão quem sabe que está com ele!
6- Largar o bastão é considerado "anti-jogo", assim como achar um pelo caminho e carregá-lo em direção à chegada, mas ambas as estratégias não são proibidas!
domingo, 13 de abril de 2008
FLORES BRANCAS e a minha paixão pelo teatro!

Ontem o BARRIGA foi assistir ao espetáculo FLORES BRANCAS e saiu de lá escandalizado!!!
Um teatro pequeno que nos obriga a ficar frente a frente com as personagens e seus conflitos!!!
Não estou falando só da arquitetura do Teatro Crowne Plaza, estou falando da característica geral da montagem de FLORES BRANCAS: é tudo galgado no melhor "teatrinho".
A simplicidade da história pode ser resumida em poucas palavrinhas:
"Uma história sobre duas mulheres que se apaixonam".
Lendo isso, aposto que você pensou: "Xiiii.... Uma história sobre o lesbianismo, que levanta a bandeira da liberdade de opção sexual e bla, bla, bla..."
E foi isso que eu pensei também! E levei um soco na cara quando percebí que a orientação sexual não está em discussão! Que os preconceitos imbecis foram embora junto com a minha consciência crítica e em dois minutos ou menos eu já estava alí dentro... apaixonado!
Não importa como a sociedade vê esse tipo de relacionamento! O que importa é que são duas mulheres! Isso sim é importante! Assim, a delicadeza da relação, a sutileza das palavras, a emotividade da situação e a até o apetite sexual das personagens se mostram bem específicos!
O que não é específico é a paixão! Isso é geral! Nem feminino, nem masculino! É humano!
Não precisa ter signos teatrais, a síntese do seus códigos e uma complicada semiologia de cena para ser absolutamente teatral!
Não precisa de dor e sofrimento para ser Artaudiano!
Aliás, citanto Antonin Artaud e seu teatro como peste - que deve contaminar o público - acho que nunca uma peça de teatro me contaminou tanto! Saí contaminado de uma paixão imprecionantemente sensível para um BARRIGA porpeta e machista como eu!
Se Artaud tivesse vivo, morasse do lado de cá do equador, e não tivesse a doença que tanto o encheu de dor e sofrimento, teria amado a peça!!! E escrito muito sobre ela!
Parabéns aos profissionais envolvidos nesse projeto!
Quem quiser eles até tem um Teaser do espetáculo no YouTube, é bonitinho mas não chega aos pés do espetáculo, aqui vai o link: http://www.youtube.com/watch?v=yAU7lxSplYM
quinta-feira, 10 de abril de 2008
SOBRE PLATÉIAS. Idéias de Diego Trindade.
O BARRIGA enlouqueceu com as idéias do grande amigo Diego Trindade, companheiro de filosofia que Nietzsche, Espinoza e Hume gastariam horas de papo...
São 20:45. O espetáculo começa as 21. Você, o artista, se prepara em um camarim apertado. O Teatro já está aberto a duas horas e as pessoas ja se acomodam na platéia.
São 20:45. O espetáculo começa as 21. Você, o artista, se prepara em um camarim apertado. O Teatro já está aberto a duas horas e as pessoas ja se acomodam na platéia.
Alguns alí são os seus convidados.Outros não, mas vieram assim mesmo.
Outros deles você não conhece. São o obscuro "público espontâneo".
Os convidados você mesmo elegeu digno dos seus assentos, seja por condições emocionais, afetivas, intelectuais ou simplesmente condicionais. Eles são quem você conhece minimamente para ouvir as suas vozes e pensar que sabe o que estão dizendo. Esta lista pode variar, o único nome sempre presente é o seu. Você sabe que vai estar lá!
Os que não foram convidados você tentou excluir da lista, mas alguém da produção não pegou o recado. Esses, você também pensa que sabe o que estão dizendo.
O que o "público espontâneo" pensa é calculado a partir de uma pesquisa quase instantânea. Um tipo esquisito de IBOPE composto pela relação ente o quoeficiente de prazer com a sua obra, o senso comum e a ânsia de aprovação. (dizem que existe até um aparelho que mede isso!)
Antes de entrar em cena, durante e depois, você ouve a todos!
Mas a quem você quer agradar?
E lá do fundo da minha platéia Diego assiste a tudo. Não aprova e nem desaprova... Já está muito adiante no raciocínio...
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Teoria das platéias internas de Diego Trindade
sábado, 29 de março de 2008
O REPUGNÁVEL ou ACABOU O TEATRO!
ATO I - cena 1
(Escondida na dispensa de um apartamento de uma grande cidade está a menina L (nome provisório). Amordaçada com um tecido enfiado na boca e um grosso esparadrapo por cima, ela ainda se encontra acorrentada pelos pulsos à uma janela, o que a obriga passar a maior parte do tempo na ponta dos pés. Chorando sem fazer barulho, ela lamenta ter sido entregue pela sua mãe à uma empresária cruel e sádica: Sílvia (nome definitivo), a encarnação do próprio mal. Que a obrigou a comer a bosta do cachorro, beber seu mijo, cortou a sua língua com alicates, martelou o seu pé e realizou sabe-se lá que outros tipos de tortura até ali!
Entra Sílvia com um serrote na mão e sua empregada maluca carregando baldes.)
SÍLVIA -L!!! Cheguei!!! Agora, minha filhinha, meu instrumento de masturbação sádica... Vou tentar deixa-la viva enquanto retiro carinhosamente os seus membros, um a um! E os colocos em baldes para enfeitar a sala! Minhas visitas vão adorar!
(Nesse momento chega um policial desastrado e salva a mocinha das garras de Sílvia. O policial fala como dublagens mal feitas nos filmes do Charles Bronson)
POLICIAL - Não se eu puder impedir! Agora você e a sua empregada, suas torturadoras,
vão ser processadas e podem “pagar” até 31 anos de prisão! Vão passar os próximos 5 anos pensando no que fizeram com essa pobre garotinha! E depois vão ter de agüentar a matéria do fantástico dizendo que vocês conseguiram sair por bom comportamento!
(Tudo pára. A fanfarra da imprensa atravessa o palco, composta por jornalistas, redatores, atores estúpidos e do povo do marketing jornalístico. Todos fazendo muito barulho. A fanfarra vai embora, mas deixa a Mãe e o Pai)
MÃE – Eu quero a guarda da minha filha! Eu só deixei L morar com a D. Sílvia porque
ela me falou que ia dar estudo, comida, lazer... Eu também ia ganhar uma graninha, né... sabe como é? Tipo um... Aluguel de filha, sabe? Que que eu pude fazer? Não tive escolha! Agora querem deixar a menina nas mãos do pai, que é um bêbado violento! Eu sou a mãe! Só eu posso dar a ela todo o carinho e a atenção para que isso não volte a acontecer!
(O pai não quis dar entrevista)
E o pior é que essa história é realidade... A fição não chegaria tão longe... Pareceria inverossímil!
Acabou... Acabou a ficção! Acabou o teatro!
A VIDA SUPERA A QUALQUER MALDADE DRAMATÚRGICA!!!!!!!!!!!
SÍLVIA -L!!! Cheguei!!! Agora, minha filhinha, meu instrumento de masturbação sádica... Vou tentar deixa-la viva enquanto retiro carinhosamente os seus membros, um a um! E os colocos em baldes para enfeitar a sala! Minhas visitas vão adorar!
(Nesse momento chega um policial desastrado e salva a mocinha das garras de Sílvia. O policial fala como dublagens mal feitas nos filmes do Charles Bronson)
POLICIAL - Não se eu puder impedir! Agora você e a sua empregada, suas torturadoras,
vão ser processadas e podem “pagar” até 31 anos de prisão! Vão passar os próximos 5 anos pensando no que fizeram com essa pobre garotinha! E depois vão ter de agüentar a matéria do fantástico dizendo que vocês conseguiram sair por bom comportamento!
(Tudo pára. A fanfarra da imprensa atravessa o palco, composta por jornalistas, redatores, atores estúpidos e do povo do marketing jornalístico. Todos fazendo muito barulho. A fanfarra vai embora, mas deixa a Mãe e o Pai)
MÃE – Eu quero a guarda da minha filha! Eu só deixei L morar com a D. Sílvia porque
ela me falou que ia dar estudo, comida, lazer... Eu também ia ganhar uma graninha, né... sabe como é? Tipo um... Aluguel de filha, sabe? Que que eu pude fazer? Não tive escolha! Agora querem deixar a menina nas mãos do pai, que é um bêbado violento! Eu sou a mãe! Só eu posso dar a ela todo o carinho e a atenção para que isso não volte a acontecer!
(O pai não quis dar entrevista)
E o pior é que essa história é realidade... A fição não chegaria tão longe... Pareceria inverossímil!
Acabou... Acabou a ficção! Acabou o teatro!
A VIDA SUPERA A QUALQUER MALDADE DRAMATÚRGICA!!!!!!!!!!!
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
A VACA TERMINOU COM O CARA
"Que assunto tão urgente fez o cara ligar desesperado, me chamando? Hum... Nossa! Já sei! A vaca terminou com o cara!
Até que enfim... Mas eu não posso ser escrachado, coitado dele... Tá na pior... É bom ajeitar a cara de pau e... Tocar a campainha."
- Opa...
- E aí? Beleza?
"Que pergunta imbecil..."
- Terminou...
" Muito cuidado agora! Não é hora de contar nada... Tem que primeiro dar uma consolada no cara...Antes de ser completamente sincero..."
- Putz... E você acha que... tipo, não tem volta?
- Tipo, não tem volta...
"Beleza!"
- Deixa para lá... Ela também... Não te valoriza e... E olha...Pra ser sincero...
"Hum... piso escorregadio... Não pegue pesado..."
- Todo mundo via mas... Ninguém falava nada, né? Medo que você ficasse... Tipo, triste e...Ela não ela não era uma boa pessoa. Abusava de você! Acho que no fundo é bom e...
"Aí sim! Isso! Aí está ótimo! Ah... Um alívio... Uma sensação de dever cumprido e..."
- Ela... Pôxa, ela... Ela era um pé no saco! Chata pra caramba!
"Ooooooooooopa!"
- Só um minuto! Deixa eu atender o celular!
"O celular? Não pode ser ela! Não pode, não pode..."
- Alô? (...) Sim... (...) Não! (...) Eu... Eu...
"Eu o quê? Eu o quê? É ela... Só pode ser ela!"
- Eu também (...) Também te amo!(...) É claro que sim, minha princesa (...) Filhos?(...)Três!(...) Com você, pode ser!(...)
"Atgh! Puta merda... Puta merda! Pense... pense... Arrume uma desculpa... Qualquer coisa, pior não vai ficar... Ah! Primeiro finjo que não estou ouvindo a conversa... Isso... Então antes que ele possa falar qualquer coisa, eu falo que... Sei lá que... Que, por outro lado, os dois se amam e... Ele vai desligar!"
- Tá... Tchau... Amanhã a gente se vê... Tá... Mando sim! Beijo!
"Pense, pense... é agora, é Agora... "
-Era... Era ela!
- Ah... Quem? A vaca?
"EU DISSE ISSO ALTO? EU DISSE ISSO ALTO?"
Até que enfim... Mas eu não posso ser escrachado, coitado dele... Tá na pior... É bom ajeitar a cara de pau e... Tocar a campainha."
- Opa...
- E aí? Beleza?
"Que pergunta imbecil..."
- Terminou...
" Muito cuidado agora! Não é hora de contar nada... Tem que primeiro dar uma consolada no cara...Antes de ser completamente sincero..."
- Putz... E você acha que... tipo, não tem volta?
- Tipo, não tem volta...
"Beleza!"
- Deixa para lá... Ela também... Não te valoriza e... E olha...Pra ser sincero...
"Hum... piso escorregadio... Não pegue pesado..."
- Todo mundo via mas... Ninguém falava nada, né? Medo que você ficasse... Tipo, triste e...Ela não ela não era uma boa pessoa. Abusava de você! Acho que no fundo é bom e...
"Aí sim! Isso! Aí está ótimo! Ah... Um alívio... Uma sensação de dever cumprido e..."
- Ela... Pôxa, ela... Ela era um pé no saco! Chata pra caramba!
"Ooooooooooopa!"
- Só um minuto! Deixa eu atender o celular!
"O celular? Não pode ser ela! Não pode, não pode..."
- Alô? (...) Sim... (...) Não! (...) Eu... Eu...
"Eu o quê? Eu o quê? É ela... Só pode ser ela!"
- Eu também (...) Também te amo!(...) É claro que sim, minha princesa (...) Filhos?(...)Três!(...) Com você, pode ser!(...)
"Atgh! Puta merda... Puta merda! Pense... pense... Arrume uma desculpa... Qualquer coisa, pior não vai ficar... Ah! Primeiro finjo que não estou ouvindo a conversa... Isso... Então antes que ele possa falar qualquer coisa, eu falo que... Sei lá que... Que, por outro lado, os dois se amam e... Ele vai desligar!"
- Tá... Tchau... Amanhã a gente se vê... Tá... Mando sim! Beijo!
"Pense, pense... é agora, é Agora... "
-Era... Era ela!
- Ah... Quem? A vaca?
"EU DISSE ISSO ALTO? EU DISSE ISSO ALTO?"
sábado, 19 de janeiro de 2008
Dialogando com Yamandú e Hamilton no Ibira
O BARRIGA estava lá no Show do Yamandú Costa e do Hamilton de Holanda e... sinceramente, está sem palavras!

BARRIGA - ... (...)... Demais! Nada como deixar de lado tudo para ouvir de um diálogo interessante entre dois interpretes.
Nos poucos momentos de diálogo verbal, cada um usa o seu tipo de timidez para conquistar a platéia!
Hamilton se mostra um pouco mais extrovertido, encabeçando a apresentação das músicas - o que eu acho indispensável em um show instrumental - enquanto Yamandú esconde uma certa doçura com um ar mais seco, falsamente sisudo, atrapalhado com um microfone que não funciona! (Mesmo no Auditório Ibirapuera, não se deixa de estar no Brasil).
Variando entre a aparente timidez e a inquestionável segurança quando acompanhados de seus instrumentos, os artistas logo ficam a vontade... E o público segue o exemplo!
Sem dúvida posturas muito simpáticas! Não há estrelismo, nem egotrip, nem muita firula...
Nem precisa mesmo... Eles estão alí para tocar! Não para serem vistos!
O diálogo mesmo se dá nos números musicais, onde tudo vira conversa!
Do lado de lá do palco, apesar da virtuosidade e da "fritadeira"dos músicos "Papa-léguas"(como geralmente são chamados, segundo o próprio Yamandú), deixamos de enxergar o instrumento e ficamos todos inteiramente ligados nessas duas figuras que são a combinação de um violão de sete cordas, um Bandolin de 10, e das caretas, expressões, movimentos, andamentos, ruídos... E então... Zap!
De repente você está em cima do palco, com eles, trocando idéia... É como ser um primo tímido, ainda pouco enturmado, que prefere fica só ouvindo o assunto com interesse.
Donos de um maravilhoso trabalho, a dupla compila neste show desde lindas e sentimentais valsas, até sambas e choros muito animados, sempre em arranjos lindíssimos, que exploram as mais inusitadas variações de dinâmica, e a precisão das intermináveis frases melódicas em velocidade de tirar o fôlego.
Os destaques do Show são:
A composição de Hamilton chamada ESTAÇÕES, composta durante o período em que morava na França, com um tema muito marcante, que flerta com a música e o universo do Flamenco.
E o inacreditável SAMBA DO RAPHA (não sei se é esse mesmo o nome)do Yamandú, dedicado ao violonista já falecido Raphael Rabello, e o seu jeito de interpretar sabas no violão que, por definição do próprio autor, é "um samba sacana, no bom sentido".
E o melhor de tudo... O Show foi a gravação de um CD ao Vivo!
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
GRAMÁTICA DE SUPERMERCADO
BARRIGA reclamando na fila do supermercado:
BARRIGA - Como? o quê? Como disse?
- Eu disse que este caixa não pode ser aberto agora, senhor... O Senhor vai ter que entrar na fila...
BARRIGA - É um absurdo! Um Absurdo! Vinte caixas no supermercado, Vinte! E só um aberto! eu vou ligar pro PROCON!
- A gente se espreme em uma filinha e espera horas...
BARRIGA - Pois é... Era disso que eu reclamava ali com o rapaz...
- Eles tinham que dar um jeito nisso, não é?
BARRIGA - Tinham, eu pedí para abrir o outro caixa, mas ele não abriu... Disse que não podia...'
- Xiii... Eu conheço esse papo, é preguiça, sabe?... Esse povo de supermercado não ganha comissão, então não tem incentivo para trabalhar direito... Sabe?
BARRIGA - Er... Sei... é como é o brasileiro, não é? Sua vez...
- Como?
BARRIGA - É a sua vez no caixa!
- Ah, sim... Pois é... Obrigada... Demora tanto que... né? Olha moça, eu e o meu amigo aqui estavamos falando que é um absurdo só ter um caixa aberto. Tem que ter mais caixas abertos, viu?
- Senhora, eu infelismente não posso fazer nada... Mas se a senhora quiser falar com o gerente...
- Não, deixa... Pelo jeito ninguém aqui tem cérebro para resolver esta questão!
- Deu 169 e 21!
- Como?
- A conta... 169 reais e 21 centavos!
- Que roubo! Tá errado! passa de novo que eu acho que você deve ter feito burrada!
- Não senhora, eu passei tudo direitinho...
- Deixa eu conferir... Hum... Sei...Tá muito caro esse mercado, viu, mocinha...
- Sim, senhora!
- Eu só vou levar essa compra porque a minha casa tá sem o básico! Toma...Passa no cartão!
- Sim, senhora...
- Tá vendo moço... 170 reais... E o senhor tá de prova que eu não to levando nada demais, não é?
BARRIGA - Pois, é... não é?
- Moça...
- Oi...
- A senhora vai me desculpar mas, nós estamos sem sistema! A senhora teria em dinheiro, ou cheque?
BARRIGA - Ai, meu Deus...
- Eu não acredito nessa espelunca! Chama o gerente! Chama o gerente!
- Já estou chamando, senhora...
- Como é possível! só tem gente ignorante trabalhando nesse supermercado? Foram buscar esse povo aonde? no supletivo pro maternal? Chama o gerente!!!
- Calma que ele já vem... Senhora...
- Como assim, sem sistema?
- O sistema caiu, senhora...
- Caiu de onde? Da prateleira? Hahaha... Tá vendo moço! O povo do Brasil é muito ignorante!
- Posso ajudar?
- Pode Wellington, pode! Tira essa cliente daqui, antes que eu perdo a paciência...
- O quê é isso, Carolaine?Isso é jeito de tratar a cliente!
- Pois é um absurdo mesmo, além de não saber falar, essa aí, foi extremamente mal educada comigo...
- Mal educada? É verdade, Carolaine?
- Mal educada o seu cú! Vaca!
BARRIGA - Puuuuuuuutzzzz....
- Carolaine, por favor! Senhora, me desculpe o transtorno... A nossa funcionária está passando por momentos difíceis...
- É um absurdo! É por isso que vivemos nesse país atrasado! As pessoas não tem profissionalismo! Não tem instrução! Eu só quero ser bem atendida, só isso! E esse senhor atrás de mim também... Ele viu tudo! ele está de prova que eu fui fina e educada. A confusão é porque o senhor não sabe gerenciar nem esse buraco, nem esses seus funcionários... Esse senhor está de prova, não é?
- Que senhor?
- Ué... pra onde ele foi?
- Ele quem?
- Um... Meio Gordinho... Bom, aposto que ele foi telefornar pro PROCON!!!
BARRIGA - Como? o quê? Como disse?
- Eu disse que este caixa não pode ser aberto agora, senhor... O Senhor vai ter que entrar na fila...
BARRIGA - É um absurdo! Um Absurdo! Vinte caixas no supermercado, Vinte! E só um aberto! eu vou ligar pro PROCON!
*****
- Eu também acho um absurdo!
BARRIGA - Não é?- A gente se espreme em uma filinha e espera horas...
BARRIGA - Pois é... Era disso que eu reclamava ali com o rapaz...
- Eles tinham que dar um jeito nisso, não é?
BARRIGA - Tinham, eu pedí para abrir o outro caixa, mas ele não abriu... Disse que não podia...'
- Xiii... Eu conheço esse papo, é preguiça, sabe?... Esse povo de supermercado não ganha comissão, então não tem incentivo para trabalhar direito... Sabe?
BARRIGA - Er... Sei... é como é o brasileiro, não é? Sua vez...
- Como?
BARRIGA - É a sua vez no caixa!
- Ah, sim... Pois é... Obrigada... Demora tanto que... né? Olha moça, eu e o meu amigo aqui estavamos falando que é um absurdo só ter um caixa aberto. Tem que ter mais caixas abertos, viu?
- Senhora, eu infelismente não posso fazer nada... Mas se a senhora quiser falar com o gerente...
- Não, deixa... Pelo jeito ninguém aqui tem cérebro para resolver esta questão!
- Deu 169 e 21!
- Como?
- A conta... 169 reais e 21 centavos!
- Que roubo! Tá errado! passa de novo que eu acho que você deve ter feito burrada!
- Não senhora, eu passei tudo direitinho...
- Deixa eu conferir... Hum... Sei...Tá muito caro esse mercado, viu, mocinha...
- Sim, senhora!
- Eu só vou levar essa compra porque a minha casa tá sem o básico! Toma...Passa no cartão!
- Sim, senhora...
- Tá vendo moço... 170 reais... E o senhor tá de prova que eu não to levando nada demais, não é?
BARRIGA - Pois, é... não é?
- Moça...
- Oi...
- A senhora vai me desculpar mas, nós estamos sem sistema! A senhora teria em dinheiro, ou cheque?
BARRIGA - Ai, meu Deus...
- Eu não acredito nessa espelunca! Chama o gerente! Chama o gerente!
- Já estou chamando, senhora...
- Como é possível! só tem gente ignorante trabalhando nesse supermercado? Foram buscar esse povo aonde? no supletivo pro maternal? Chama o gerente!!!
- Calma que ele já vem... Senhora...
- Como assim, sem sistema?
- O sistema caiu, senhora...
- Caiu de onde? Da prateleira? Hahaha... Tá vendo moço! O povo do Brasil é muito ignorante!
- Posso ajudar?
- Pode Wellington, pode! Tira essa cliente daqui, antes que eu perdo a paciência...
- O quê é isso, Carolaine?Isso é jeito de tratar a cliente!
- Pois é um absurdo mesmo, além de não saber falar, essa aí, foi extremamente mal educada comigo...
- Mal educada? É verdade, Carolaine?
- Mal educada o seu cú! Vaca!
BARRIGA - Puuuuuuuutzzzz....
- Carolaine, por favor! Senhora, me desculpe o transtorno... A nossa funcionária está passando por momentos difíceis...
- É um absurdo! É por isso que vivemos nesse país atrasado! As pessoas não tem profissionalismo! Não tem instrução! Eu só quero ser bem atendida, só isso! E esse senhor atrás de mim também... Ele viu tudo! ele está de prova que eu fui fina e educada. A confusão é porque o senhor não sabe gerenciar nem esse buraco, nem esses seus funcionários... Esse senhor está de prova, não é?
- Que senhor?
- Ué... pra onde ele foi?
- Ele quem?
- Um... Meio Gordinho... Bom, aposto que ele foi telefornar pro PROCON!!!
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
DUAS MALAS E UM JOHNNY
A minha interfaçe mala, o BARRIGA DE CENA foi ao teatro para encontrar outro de sua própria natureza.
Na sexta-feira passada (dia 11 de janeiro) ele assistiu a estréia de O MALA, texto de Larry Shue e direção de Isser Korik. No elenco estão José Rubens Chachá, Otávio Martins, Tânia Kalill, Eduardo Leão, Wanderley Martins, Luisa Meneghini, Victor Bianchi e Johny Soihet.
BARRIGA: Teatro para o grande público. Uma "comediona rasgada" que arranca risos com
situações atrapalhadas. é bem divertido, mas... Não faz muito o meu gênero. De qualquer maneira. o elenco mata a pau no rítimo de citicom e "salva" o texto que, de tão fraco, não traz ao público uma mensagem interessante, nem articula um tema importante ou, pelo menos, pertinente. Mesmo Assim, uma qualidade do texto precisa ser destacada: não é pretencioso. O texto parece não se levar a sério, o que dá um clima agradável à experiência.
Chachá, Martins e Leão dão um show.
O BARRIGA surpreendeu! Domingão ele convidou a patroa prum cineminha (o que não acontecia a um ano e meio) foi ver MEU NOME NÃO É JOHNNY.
Na sexta-feira passada (dia 11 de janeiro) ele assistiu a estréia de O MALA, texto de Larry Shue e direção de Isser Korik. No elenco estão José Rubens Chachá, Otávio Martins, Tânia Kalill, Eduardo Leão, Wanderley Martins, Luisa Meneghini, Victor Bianchi e Johny Soihet.
BARRIGA: Teatro para o grande público. Uma "comediona rasgada" que arranca risos com
situações atrapalhadas. é bem divertido, mas... Não faz muito o meu gênero. De qualquer maneira. o elenco mata a pau no rítimo de citicom e "salva" o texto que, de tão fraco, não traz ao público uma mensagem interessante, nem articula um tema importante ou, pelo menos, pertinente. Mesmo Assim, uma qualidade do texto precisa ser destacada: não é pretencioso. O texto parece não se levar a sério, o que dá um clima agradável à experiência. Chachá, Martins e Leão dão um show.
O BARRIGA surpreendeu! Domingão ele convidou a patroa prum cineminha (o que não acontecia a um ano e meio) foi ver MEU NOME NÃO É JOHNNY.
BARRIGA: Porra! Filmão!!! Uma corda bamba animal !!! O roteiro, os diálogos, a direção e
até o próprio Selton Melo, parecem o tempo todo que vão descambar, que vão cair ora no moralismo corrosivo da Rede Globo, ora na porraloquice de inversão de valores do Tropa de Elite... E não cai! Balança, balança... E dessa tensão "borderliner"(para usar o conceito da moda) é que se tira um bom filme! Gostei! Principalmente por não cagar regra! Por não tentar trazer o tema para a discussão. O tema está claro, mas a discussão é la fora do cinema. No meio do filme mesmo, só a historinha... E uma pusta trilha sonora! FANTÁSTICA que rouba a cena e dá o tom certo do filme.
até o próprio Selton Melo, parecem o tempo todo que vão descambar, que vão cair ora no moralismo corrosivo da Rede Globo, ora na porraloquice de inversão de valores do Tropa de Elite... E não cai! Balança, balança... E dessa tensão "borderliner"(para usar o conceito da moda) é que se tira um bom filme! Gostei! Principalmente por não cagar regra! Por não tentar trazer o tema para a discussão. O tema está claro, mas a discussão é la fora do cinema. No meio do filme mesmo, só a historinha... E uma pusta trilha sonora! FANTÁSTICA que rouba a cena e dá o tom certo do filme. A trilha é a vara do filme na corda bamba...
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
PAULO CORONATO NÃO ESTÁ MORTO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
o BARRIGA DE CENA, meu alter ego novinho (comprado em vezes nas Casas Bahia), assistiu ontem a estréia do espetáculo PAULO FRANCIS ESTÁ MORTO, texto que marca a entrada de Paulo Coronato para o Dramaturgos Futebol Clube da cena Paulistana. A montagem - que acaba de entrar em cartaz no Teatrix - tem direção assinada por Denise Weinberg e é interpretada pelo próprio Coronato e por Flavia Garrafa.BARRIGA: O texto de Paulo Coronato ao abordar um choque de gerações muito pertinente (o encontro de um ator experiente, intelectual e uma atriz atraente, fútil) propoe uma análise da situação profissional dos artistas no país, e vai além dela.
O texto é apenas um pequeno recorte da classe artística, assim como um recorte da sociedade ou da humanidade, um recorte... Uma parte. A encenação e a direção de ator do espetáculo segue a dica do texto e, "É só um recorte" parece ter sido uma frase recorrente durante o processo... Assim, sem se vender a vontade de espremer muito conteúdo em apenas um recorte, Denise Weinberg escolhe o perigoso caminho da verdade cênica, é bem sucedida, investindo num cuidado microscópico sobre os dois. Tudo muito específico, muito micro.
Tão micro que pediu uma encenação micro. Sem muitas convenções, fugindo das armadilhas da teatralidade, que sempre nos tenta a subestimar o público. "Foi uma terapia para todos nós!" disse a Denise Weinberg no dia da estréia... Acredito... tudo muito verdade! FLAVIA MUITO VERDADE! Gostei! achei pertinente, a peça certa, no lugar certo, a direção certa, com os atores certos, para o público certo, no momento certo...
A verdade dos atores me deu vontade de ler Grotowski... O texto me deu vontade de ler o Rasga Coração, do Vianinha... Não deu, não tive tempo! Fiuquei pensando em como ganhar dinheiro...
Aliás, o fato do ator/autor e da atriz do espetáculo serem casados confunde também a quem conhece os dois pessoalmente, fazendo ainda mais gostoso o jogo de cena. Mas quem acha que o Paulo interpreta a ele próprio em cena se engana!!! Paulo Coronato não é o intelectual Hugo Hoffmann, nem a iniciante Sandra Gonçalves, muito menos o Paulo Francis... O Paulo é os três! Como todos nós... Brigando pela arte, e pelo pedaço de pão. Pelo nosso cérebro, e pelos quilinhos a menos!
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
lendo um artigo raso sobre física quântica
Existia, em alguma dispensa escura de uma grande casa...
...uma curiosa sociedade de ácaros que permanecia isolada do mundo exterior, atrás de uma grande caixa de papelão, sobre um trapinho velho.
Desde a descoberta do trapinho, feita por um pequeno e corajoso ácaro desbravador, os curiosos aracnídeos se multiplicaram e, ao longo de 354.246.489.238.967 gerações, sua sociedade desenvolveu uma sólida cultura, cultivando valores progressistas como a cultura, a ciência, a religião e a economia.
No princío, os ácaros do trapinho viviam sobre os dogamas da religião baseada na história do seu desbravador e fundador. Esse Grande Líder, após trazer o seu povo até aquela terra, subiu na Grande Caixa e, aos berros, fez um inflamado discurso na defesa de valores éticos e profetizando a importância da Grande Porta como um território proibido, que detém certos conhecimentos tentadores, mas que pode levar a sociedade á extinção. Após o discurso, exausto, o herói desbravador morreu de tanto esforço.
Assim passaram-se gerações e gerações...
Quando os ácaros do trapinho em questão, entraram na sua etapa de profundo racionalismo , se tornaram uma sociedade ética e obsecada pela verdade. Os ácaros ignoravam o faro de que a verdade é relativa, mesmo depois de um certo Ácaro Einstein berrar suas novas teorias. Ácaros tem uma audição irritantemente seletiva.
Logicamente, um dia, os cientistas trapinianos se perguntaram:
"O que tem do lado de lá da Grande Porta?"
Foi quando a ciência e a Religião dos Ácaro trapinianos começaram a brigar entre sí.
Os clérigos trapistas assistiam enfurecidos os avanços tecnológicos em direção à grande porta, e pregavam a ira divina contra aqueles que desrespeitassem a palavra do fundador.
Com uma sociedade dividida, chegou-se a milhões de teorias sobre o que havia atrás da Grande Porta.
Alguns achavam que atrás dela se escondiam novos tipos de aracnídeos e que eles já sabiam da existência do Trapinho. Outros juravam que atrás da porta existia um universo paralelo, igual, e que ao tentar chegar lá iriam anular as suas forças com as força de seus duplos empurrando para chegar aqui.
Enfim, todas as teorias malucas foram se extinguindo e sobraram algumas poucas e prováveis.
Então, após algumas gerações de pesquisa e desenvolvimento, os trapinianos finalmente chegaram a conclusão do que existia atrás da porta. E depois da certeza absoluta, mandaram alguns bravos soldados para confirmar as teorias...
Foram 15 missões... Apenas dois bravos soldados, voltaram da última e mais bem sucedida delas.
Exaustos, os soldados conseguiram responder a poucas perguntas antes de morrer de fadiga:
- Quem tinha a razão?
- Todos... E... Ninguém, cof cof.... (Morre o primeiro)
- Todas as teorias estão certas?
- Hu-hum!
- Então o que há do outro lado?
- Outra... Outra porta! (Morre o segundo)
Um geração inteira viveu em silêncio.
...uma curiosa sociedade de ácaros que permanecia isolada do mundo exterior, atrás de uma grande caixa de papelão, sobre um trapinho velho.
Desde a descoberta do trapinho, feita por um pequeno e corajoso ácaro desbravador, os curiosos aracnídeos se multiplicaram e, ao longo de 354.246.489.238.967 gerações, sua sociedade desenvolveu uma sólida cultura, cultivando valores progressistas como a cultura, a ciência, a religião e a economia.
No princío, os ácaros do trapinho viviam sobre os dogamas da religião baseada na história do seu desbravador e fundador. Esse Grande Líder, após trazer o seu povo até aquela terra, subiu na Grande Caixa e, aos berros, fez um inflamado discurso na defesa de valores éticos e profetizando a importância da Grande Porta como um território proibido, que detém certos conhecimentos tentadores, mas que pode levar a sociedade á extinção. Após o discurso, exausto, o herói desbravador morreu de tanto esforço.
Assim passaram-se gerações e gerações...
Quando os ácaros do trapinho em questão, entraram na sua etapa de profundo racionalismo , se tornaram uma sociedade ética e obsecada pela verdade. Os ácaros ignoravam o faro de que a verdade é relativa, mesmo depois de um certo Ácaro Einstein berrar suas novas teorias. Ácaros tem uma audição irritantemente seletiva.
Logicamente, um dia, os cientistas trapinianos se perguntaram:
"O que tem do lado de lá da Grande Porta?"
Foi quando a ciência e a Religião dos Ácaro trapinianos começaram a brigar entre sí.
Os clérigos trapistas assistiam enfurecidos os avanços tecnológicos em direção à grande porta, e pregavam a ira divina contra aqueles que desrespeitassem a palavra do fundador.
Com uma sociedade dividida, chegou-se a milhões de teorias sobre o que havia atrás da Grande Porta.
Alguns achavam que atrás dela se escondiam novos tipos de aracnídeos e que eles já sabiam da existência do Trapinho. Outros juravam que atrás da porta existia um universo paralelo, igual, e que ao tentar chegar lá iriam anular as suas forças com as força de seus duplos empurrando para chegar aqui.
Enfim, todas as teorias malucas foram se extinguindo e sobraram algumas poucas e prováveis.
Então, após algumas gerações de pesquisa e desenvolvimento, os trapinianos finalmente chegaram a conclusão do que existia atrás da porta. E depois da certeza absoluta, mandaram alguns bravos soldados para confirmar as teorias...
Foram 15 missões... Apenas dois bravos soldados, voltaram da última e mais bem sucedida delas.
Exaustos, os soldados conseguiram responder a poucas perguntas antes de morrer de fadiga:
- Quem tinha a razão?
- Todos... E... Ninguém, cof cof.... (Morre o primeiro)
- Todas as teorias estão certas?
- Hu-hum!
- Então o que há do outro lado?
- Outra... Outra porta! (Morre o segundo)
Um geração inteira viveu em silêncio.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
A TECNOLOGIA FALHA, LOGO TARDA
sempre quis...
nunca me arrisquei a fazer um Blog...
Sabe?
Ah... Essas insuportáveis promessas de ano novo... Detesto tudo! mas acabo cantarolando aquela vinheta do comercial de absorvente interno e elas tomam conta de mim novamente...
Fazer o quê?
Agora a moda é QUARENTENA...
DIA 1) ...
BARRIGA DE CENA 2008... Um projeto secreto e vergonhoso
nunca me arrisquei a fazer um Blog...
Sabe?
Ah... Essas insuportáveis promessas de ano novo... Detesto tudo! mas acabo cantarolando aquela vinheta do comercial de absorvente interno e elas tomam conta de mim novamente...
Fazer o quê?
Agora a moda é QUARENTENA...
DIA 1) ...
BARRIGA DE CENA 2008... Um projeto secreto e vergonhoso
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