ATO I - cena 1
(Escondida na dispensa de um apartamento de uma grande cidade está a menina L (nome provisório). Amordaçada com um tecido enfiado na boca e um grosso esparadrapo por cima, ela ainda se encontra acorrentada pelos pulsos à uma janela, o que a obriga passar a maior parte do tempo na ponta dos pés. Chorando sem fazer barulho, ela lamenta ter sido entregue pela sua mãe à uma empresária cruel e sádica: Sílvia (nome definitivo), a encarnação do próprio mal. Que a obrigou a comer a bosta do cachorro, beber seu mijo, cortou a sua língua com alicates, martelou o seu pé e realizou sabe-se lá que outros tipos de tortura até ali!
Entra Sílvia com um serrote na mão e sua empregada maluca carregando baldes.)
SÍLVIA -L!!! Cheguei!!! Agora, minha filhinha, meu instrumento de masturbação sádica... Vou tentar deixa-la viva enquanto retiro carinhosamente os seus membros, um a um! E os colocos em baldes para enfeitar a sala! Minhas visitas vão adorar!
(Nesse momento chega um policial desastrado e salva a mocinha das garras de Sílvia. O policial fala como dublagens mal feitas nos filmes do Charles Bronson)
POLICIAL - Não se eu puder impedir! Agora você e a sua empregada, suas torturadoras,
vão ser processadas e podem “pagar” até 31 anos de prisão! Vão passar os próximos 5 anos pensando no que fizeram com essa pobre garotinha! E depois vão ter de agüentar a matéria do fantástico dizendo que vocês conseguiram sair por bom comportamento!
(Tudo pára. A fanfarra da imprensa atravessa o palco, composta por jornalistas, redatores, atores estúpidos e do povo do marketing jornalístico. Todos fazendo muito barulho. A fanfarra vai embora, mas deixa a Mãe e o Pai)
MÃE – Eu quero a guarda da minha filha! Eu só deixei L morar com a D. Sílvia porque
ela me falou que ia dar estudo, comida, lazer... Eu também ia ganhar uma graninha, né... sabe como é? Tipo um... Aluguel de filha, sabe? Que que eu pude fazer? Não tive escolha! Agora querem deixar a menina nas mãos do pai, que é um bêbado violento! Eu sou a mãe! Só eu posso dar a ela todo o carinho e a atenção para que isso não volte a acontecer!
(O pai não quis dar entrevista)
E o pior é que essa história é realidade... A fição não chegaria tão longe... Pareceria inverossímil!
Acabou... Acabou a ficção! Acabou o teatro!
A VIDA SUPERA A QUALQUER MALDADE DRAMATÚRGICA!!!!!!!!!!!
SÍLVIA -L!!! Cheguei!!! Agora, minha filhinha, meu instrumento de masturbação sádica... Vou tentar deixa-la viva enquanto retiro carinhosamente os seus membros, um a um! E os colocos em baldes para enfeitar a sala! Minhas visitas vão adorar!
(Nesse momento chega um policial desastrado e salva a mocinha das garras de Sílvia. O policial fala como dublagens mal feitas nos filmes do Charles Bronson)
POLICIAL - Não se eu puder impedir! Agora você e a sua empregada, suas torturadoras,
vão ser processadas e podem “pagar” até 31 anos de prisão! Vão passar os próximos 5 anos pensando no que fizeram com essa pobre garotinha! E depois vão ter de agüentar a matéria do fantástico dizendo que vocês conseguiram sair por bom comportamento!
(Tudo pára. A fanfarra da imprensa atravessa o palco, composta por jornalistas, redatores, atores estúpidos e do povo do marketing jornalístico. Todos fazendo muito barulho. A fanfarra vai embora, mas deixa a Mãe e o Pai)
MÃE – Eu quero a guarda da minha filha! Eu só deixei L morar com a D. Sílvia porque
ela me falou que ia dar estudo, comida, lazer... Eu também ia ganhar uma graninha, né... sabe como é? Tipo um... Aluguel de filha, sabe? Que que eu pude fazer? Não tive escolha! Agora querem deixar a menina nas mãos do pai, que é um bêbado violento! Eu sou a mãe! Só eu posso dar a ela todo o carinho e a atenção para que isso não volte a acontecer!
(O pai não quis dar entrevista)
E o pior é que essa história é realidade... A fição não chegaria tão longe... Pareceria inverossímil!
Acabou... Acabou a ficção! Acabou o teatro!
A VIDA SUPERA A QUALQUER MALDADE DRAMATÚRGICA!!!!!!!!!!!

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