terça-feira, 6 de maio de 2008

VOTE NULO!!!


O BARRIGA entrou numa onda política por pura indignação:

Quantas vezes eu já ouví em época de eleição "vote, o voto é a sua ferramenta para um brasil melhor." ou "o voto é o único jeito de mudar o país"... EU FICO PUTO!!!!!!!!!!!!!

Enquanto considerarmos o voto a principal ferramenta da democracia, estamos vivendo em uma "ditadura das eleições" onde elegemos um moço que faz uma camapanha política linda e lavamos as mãos... Assim, pro mais quatro anos não temos que pensar em política!

O VOTO É UM MECANISMO DEMOCRÁTICO, NÃO UMA FERRAMENTA DO CIDADÃO!

Outra coisa que me irrita é o tal "Eu vou votar no FULANO por que o BELTRANO pode ganhar!" O VOTO ÚTIL É PURA BURRICE POLÍTICA!!!

se não tem em quem votar, se a plataforma política do partido (que piada) não te agradar, se tem um candidato que é somente "menos pior" que outro...VOTE NULO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

O voto nulo é uma prova da politização do cidadão, e não um gesto arruaceiro. O voto nulo quer dizer que não concorda com ninguém que está disputando a eleição, e que não vai submeter o seu consentimento àqueles que são os menos piores...

MEU SONHO É VER UMA ELEIÇÃO ADIADA POR MAIS DE 50% DA POPULAÇÃO TER VOTADO NULO!!!!!!!!!!

Isso iria, necessáriamente, gerar a crise conceitual da política e finalmente iríamos começar a se tornar um país de politizados, não mais somente um país de políticos!

sábado, 3 de maio de 2008

quinta-feira, 24 de abril de 2008

NOVO DITADO POPULAR

Depois do sucesso do ditado "No Brasil existem dois Cravinhos para cada Richtoffen", o BARRIGA está interessado em divulgar o novíssimo:
"Isabella saia da janela..."
Ele pode ser usado no lugar de "quem faz a fama deita na cama", "Quem avisa amigo é", "Quem cochicha o rabo espicha", "Em casa de ferreiro espeto é de pau" e de muitos outros!
Escolha o seu!
Novidade sobre o caso Isabella?
Todas as notícias são a mesma!!! Não me venham falar de liberdade de imprensa! Quero discutir agora a "responsabilidade de imprensa". Colaborando para que todos queiram cuidar da vida dos outros, grandes profissionais (até o Jabor, veja só!) confundem a cabeça de um público ignorante fazendo com que tudo pareça novela! Que você assiste todo dia e mesmo que a história não caminhe e não aconteça nada, você continua assistindo!
Mas não é! Jornalismo não é entrenimento!
A comoção de todos com a monstruosidade do assassinato não passa de uma alienação voluntária à sua própria desgraça! Multidões gritando "justiça, justiça" me fazem chorar... de raiva!!!
Principalmente porque as pessoas se mobilizam por uma causa que nada tem a ver com eles!
É a velha confusão entre o que é público e o que é privado que alimenta a corrupção e a ladroagem nesse país!
E enquanto o público ataca tomates e elege um novo monstro que supostamente matou a filha, acha absolutamente normal o político roubar, e elege um cantor, uma dançarina gostosa de axé ou um cara bonitão pra representa-lo.
Nada mais do que um motivo para piada!
Deixem o cara e a sua mulher serem julgados em paz!
Guardem o grito de justiça quando a questão disser respeito a você! Ou a todo mundo!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

DARWINIANA

Todos a postos?
?
...
!
É dada a largada!

Todos saem em disparada em direção à linha de chegada, que é Deus, e... Deus? Bom... que é Deus, a natureza, a perfeição, a novidade... Como quiser chamar...
O que importa é que a linha de chegada é longe demais e você sabe que não vai chegar lá!

Vai passar o bastão que você leva na mão pra alguém antes de cair duro!

A corrida tem obstáculos! Alguns você passa por cima sem nem mesmo notar que estão aí!

Outros obstáculos dão um trabalho maior e você é obrigado a diminuir a velocidade, pra não tropeçar bater de nariz, largando o bastão!

Os competidores podem ser os obstáculos as vezes!

Por isso, em busca de um aprefeiçoamento do esporte se formaram as equipes!

É muito comum passar por cima dos competidores! Até dos da mesma equipe!

As equipes jogam segundo uma regra própria de cada, mesmo quando contra as outras, por exemplo:

Uma certa equipe joga segundo as seguintes regras:

1- jogar pela equipe, mas antes pelas subequipes, pelas microequipes e em primeiro lugar pela autoequipe!

2- O competidor mais bonzinho se ferra, morre amassado, passado por cima!

3- Os que falam que não passam por cima de ninguém, e mesmo assim estão bem colocados no grid, são chamados "hipócritas" pelos outros competidores dessa mesma equipe!

4- Quem vê a regra com clareza, joga com a regra a seu favor!

5- Só passa o bastão quem sabe que está com ele!

6- Largar o bastão é considerado "anti-jogo", assim como achar um pelo caminho e carregá-lo em direção à chegada, mas ambas as estratégias não são proibidas!

domingo, 13 de abril de 2008

FLORES BRANCAS e a minha paixão pelo teatro!


Ontem o BARRIGA foi assistir ao espetáculo FLORES BRANCAS e saiu de lá escandalizado!!!



Um teatro pequeno que nos obriga a ficar frente a frente com as personagens e seus conflitos!!!


Não estou falando só da arquitetura do Teatro Crowne Plaza, estou falando da característica geral da montagem de FLORES BRANCAS: é tudo galgado no melhor "teatrinho".


A simplicidade da história pode ser resumida em poucas palavrinhas:


"Uma história sobre duas mulheres que se apaixonam".



Lendo isso, aposto que você pensou: "Xiiii.... Uma história sobre o lesbianismo, que levanta a bandeira da liberdade de opção sexual e bla, bla, bla..."


E foi isso que eu pensei também! E levei um soco na cara quando percebí que a orientação sexual não está em discussão! Que os preconceitos imbecis foram embora junto com a minha consciência crítica e em dois minutos ou menos eu já estava alí dentro... apaixonado!


Não importa como a sociedade vê esse tipo de relacionamento! O que importa é que são duas mulheres! Isso sim é importante! Assim, a delicadeza da relação, a sutileza das palavras, a emotividade da situação e a até o apetite sexual das personagens se mostram bem específicos!


O que não é específico é a paixão! Isso é geral! Nem feminino, nem masculino! É humano!


Não precisa ter signos teatrais, a síntese do seus códigos e uma complicada semiologia de cena para ser absolutamente teatral!


Não precisa de dor e sofrimento para ser Artaudiano!


Aliás, citanto Antonin Artaud e seu teatro como peste - que deve contaminar o público - acho que nunca uma peça de teatro me contaminou tanto! Saí contaminado de uma paixão imprecionantemente sensível para um BARRIGA porpeta e machista como eu!


Se Artaud tivesse vivo, morasse do lado de cá do equador, e não tivesse a doença que tanto o encheu de dor e sofrimento, teria amado a peça!!! E escrito muito sobre ela!


Parabéns aos profissionais envolvidos nesse projeto!


Quem quiser eles até tem um Teaser do espetáculo no YouTube, é bonitinho mas não chega aos pés do espetáculo, aqui vai o link: http://www.youtube.com/watch?v=yAU7lxSplYM

quinta-feira, 10 de abril de 2008

SOBRE PLATÉIAS. Idéias de Diego Trindade.

O BARRIGA enlouqueceu com as idéias do grande amigo Diego Trindade, companheiro de filosofia que Nietzsche, Espinoza e Hume gastariam horas de papo...

São 20:45. O espetáculo começa as 21. Você, o artista, se prepara em um camarim apertado. O Teatro já está aberto a duas horas e as pessoas ja se acomodam na platéia.

Alguns alí são os seus convidados.

Outros não, mas vieram assim mesmo.

Outros deles você não conhece. São o obscuro "público espontâneo".

Os convidados você mesmo elegeu digno dos seus assentos, seja por condições emocionais, afetivas, intelectuais ou simplesmente condicionais. Eles são quem você conhece minimamente para ouvir as suas vozes e pensar que sabe o que estão dizendo. Esta lista pode variar, o único nome sempre presente é o seu. Você sabe que vai estar lá!

Os que não foram convidados você tentou excluir da lista, mas alguém da produção não pegou o recado. Esses, você também pensa que sabe o que estão dizendo.

O que o "público espontâneo" pensa é calculado a partir de uma pesquisa quase instantânea. Um tipo esquisito de IBOPE composto pela relação ente o quoeficiente de prazer com a sua obra, o senso comum e a ânsia de aprovação. (dizem que existe até um aparelho que mede isso!)

Antes de entrar em cena, durante e depois, você ouve a todos!

Mas a quem você quer agradar?


E lá do fundo da minha platéia Diego assiste a tudo. Não aprova e nem desaprova... Já está muito adiante no raciocínio...

sábado, 29 de março de 2008

O REPUGNÁVEL ou ACABOU O TEATRO!

Dramaturgia rodriguiana com toques de Plínio Marcos, Otávio Martins e Carlos Canhamero, e de mais outros requintes de crueldade. Por BARRIGA DE CENA.

ATO I - cena 1

(Escondida na dispensa de um apartamento de uma grande cidade está a menina L (nome provisório). Amordaçada com um tecido enfiado na boca e um grosso esparadrapo por cima, ela ainda se encontra acorrentada pelos pulsos à uma janela, o que a obriga passar a maior parte do tempo na ponta dos pés. Chorando sem fazer barulho, ela lamenta ter sido entregue pela sua mãe à uma empresária cruel e sádica: Sílvia (nome definitivo), a encarnação do próprio mal. Que a obrigou a comer a bosta do cachorro, beber seu mijo, cortou a sua língua com alicates, martelou o seu pé e realizou sabe-se lá que outros tipos de tortura até ali!
Entra Sílvia com um serrote na mão e sua empregada maluca carregando baldes.)

SÍLVIA -L!!! Cheguei!!! Agora, minha filhinha, meu instrumento de masturbação sádica... Vou tentar deixa-la viva enquanto retiro carinhosamente os seus membros, um a um! E os colocos em baldes para enfeitar a sala! Minhas visitas vão adorar!

(Nesse momento chega um policial desastrado e salva a mocinha das garras de Sílvia. O policial fala como dublagens mal feitas nos filmes do Charles Bronson)

POLICIAL - Não se eu puder impedir! Agora você e a sua empregada, suas torturadoras,
vão ser processadas e podem “pagar” até 31 anos de prisão! Vão passar os próximos 5 anos pensando no que fizeram com essa pobre garotinha! E depois vão ter de agüentar a matéria do fantástico dizendo que vocês conseguiram sair por bom comportamento!

(Tudo pára. A fanfarra da imprensa atravessa o palco, composta por jornalistas, redatores, atores estúpidos e do povo do marketing jornalístico. Todos fazendo muito barulho. A fanfarra vai embora, mas deixa a Mãe e o Pai)

MÃE – Eu quero a guarda da minha filha! Eu só deixei L morar com a D. Sílvia porque
ela me falou que ia dar estudo, comida, lazer... Eu também ia ganhar uma graninha, né... sabe como é? Tipo um... Aluguel de filha, sabe? Que que eu pude fazer? Não tive escolha! Agora querem deixar a menina nas mãos do pai, que é um bêbado violento! Eu sou a mãe! Só eu posso dar a ela todo o carinho e a atenção para que isso não volte a acontecer!

(O pai não quis dar entrevista)

E o pior é que essa história é realidade... A fição não chegaria tão longe... Pareceria inverossímil!
Acabou... Acabou a ficção! Acabou o teatro!
A VIDA SUPERA A QUALQUER MALDADE DRAMATÚRGICA!!!!!!!!!!!