segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

A VACA TERMINOU COM O CARA

"Que assunto tão urgente fez o cara ligar desesperado, me chamando? Hum... Nossa! Já sei! A vaca terminou com o cara!

Até que enfim... Mas eu não posso ser escrachado, coitado dele... Tá na pior... É bom ajeitar a cara de pau e... Tocar a campainha."
- Opa...
- E aí? Beleza?
"Que pergunta imbecil..."
- Terminou...
" Muito cuidado agora! Não é hora de contar nada... Tem que primeiro dar uma consolada no cara...Antes de ser completamente sincero..."
- Putz... E você acha que... tipo, não tem volta?
- Tipo, não tem volta...
"Beleza!"
- Deixa para lá... Ela também... Não te valoriza e... E olha...Pra ser sincero...
"Hum... piso escorregadio... Não pegue pesado..."
- Todo mundo via mas... Ninguém falava nada, né? Medo que você ficasse... Tipo, triste e...Ela não ela não era uma boa pessoa. Abusava de você! Acho que no fundo é bom e...
"Aí sim! Isso! Aí está ótimo! Ah... Um alívio... Uma sensação de dever cumprido e..."
- Ela... Pôxa, ela... Ela era um pé no saco! Chata pra caramba!
"Ooooooooooopa!"
- Só um minuto! Deixa eu atender o celular!
"O celular? Não pode ser ela! Não pode, não pode..."
- Alô? (...) Sim... (...) Não! (...) Eu... Eu...
"Eu o quê? Eu o quê? É ela... Só pode ser ela!"
- Eu também (...) Também te amo!(...) É claro que sim, minha princesa (...) Filhos?(...)Três!(...) Com você, pode ser!(...)
"Atgh! Puta merda... Puta merda! Pense... pense... Arrume uma desculpa... Qualquer coisa, pior não vai ficar... Ah! Primeiro finjo que não estou ouvindo a conversa... Isso... Então antes que ele possa falar qualquer coisa, eu falo que... Sei lá que... Que, por outro lado, os dois se amam e... Ele vai desligar!"
- Tá... Tchau... Amanhã a gente se vê... Tá... Mando sim! Beijo!
"Pense, pense... é agora, é Agora... "
-Era... Era ela!
- Ah... Quem? A vaca?
"EU DISSE ISSO ALTO? EU DISSE ISSO ALTO?"

sábado, 19 de janeiro de 2008

Dialogando com Yamandú e Hamilton no Ibira

O BARRIGA estava lá no Show do Yamandú Costa e do Hamilton de Holanda e... sinceramente, está sem palavras!


BARRIGA - ... (...)... Demais! Nada como deixar de lado tudo para ouvir de um diálogo interessante entre dois interpretes.
Nos poucos momentos de diálogo verbal, cada um usa o seu tipo de timidez para conquistar a platéia!
Hamilton se mostra um pouco mais extrovertido, encabeçando a apresentação das músicas - o que eu acho indispensável em um show instrumental - enquanto Yamandú esconde uma certa doçura com um ar mais seco, falsamente sisudo, atrapalhado com um microfone que não funciona! (Mesmo no Auditório Ibirapuera, não se deixa de estar no Brasil).
Variando entre a aparente timidez e a inquestionável segurança quando acompanhados de seus instrumentos, os artistas logo ficam a vontade... E o público segue o exemplo!
Sem dúvida posturas muito simpáticas! Não há estrelismo, nem egotrip, nem muita firula...
Nem precisa mesmo... Eles estão alí para tocar! Não para serem vistos!

O diálogo mesmo se dá nos números musicais, onde tudo vira conversa!

Do lado de lá do palco, apesar da virtuosidade e da "fritadeira"dos músicos "Papa-léguas"(como geralmente são chamados, segundo o próprio Yamandú), deixamos de enxergar o instrumento e ficamos todos inteiramente ligados nessas duas figuras que são a combinação de um violão de sete cordas, um Bandolin de 10, e das caretas, expressões, movimentos, andamentos, ruídos... E então... Zap!
De repente você está em cima do palco, com eles, trocando idéia... É como ser um primo tímido, ainda pouco enturmado, que prefere fica só ouvindo o assunto com interesse.
Donos de um maravilhoso trabalho, a dupla compila neste show desde lindas e sentimentais valsas, até sambas e choros muito animados, sempre em arranjos lindíssimos, que exploram as mais inusitadas variações de dinâmica, e a precisão das intermináveis frases melódicas em velocidade de tirar o fôlego.
Os destaques do Show são:
A composição de Hamilton chamada ESTAÇÕES, composta durante o período em que morava na França, com um tema muito marcante, que flerta com a música e o universo do Flamenco.
E o inacreditável SAMBA DO RAPHA (não sei se é esse mesmo o nome)do Yamandú, dedicado ao violonista já falecido Raphael Rabello, e o seu jeito de interpretar sabas no violão que, por definição do próprio autor, é "um samba sacana, no bom sentido".
E o melhor de tudo... O Show foi a gravação de um CD ao Vivo!


sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

GRAMÁTICA DE SUPERMERCADO

BARRIGA reclamando na fila do supermercado:

BARRIGA - Como? o quê? Como disse?
- Eu disse que este caixa não pode ser aberto agora, senhor... O Senhor vai ter que entrar na fila...
BARRIGA - É um absurdo! Um Absurdo! Vinte caixas no supermercado, Vinte! E só um aberto! eu vou ligar pro PROCON!
*****
- Eu também acho um absurdo!
BARRIGA - Não é?
- A gente se espreme em uma filinha e espera horas...
BARRIGA - Pois é... Era disso que eu reclamava ali com o rapaz...
- Eles tinham que dar um jeito nisso, não é?
BARRIGA - Tinham, eu pedí para abrir o outro caixa, mas ele não abriu... Disse que não podia...'
- Xiii... Eu conheço esse papo, é preguiça, sabe?... Esse povo de supermercado não ganha comissão, então não tem incentivo para trabalhar direito... Sabe?
BARRIGA - Er... Sei... é como é o brasileiro, não é? Sua vez...
- Como?
BARRIGA - É a sua vez no caixa!
- Ah, sim... Pois é... Obrigada... Demora tanto que... né? Olha moça, eu e o meu amigo aqui estavamos falando que é um absurdo só ter um caixa aberto. Tem que ter mais caixas abertos, viu?
- Senhora, eu infelismente não posso fazer nada... Mas se a senhora quiser falar com o gerente...
- Não, deixa... Pelo jeito ninguém aqui tem cérebro para resolver esta questão!
- Deu 169 e 21!
- Como?
- A conta... 169 reais e 21 centavos!
- Que roubo! Tá errado! passa de novo que eu acho que você deve ter feito burrada!
- Não senhora, eu passei tudo direitinho...
- Deixa eu conferir... Hum... Sei...Tá muito caro esse mercado, viu, mocinha...
- Sim, senhora!
- Eu só vou levar essa compra porque a minha casa tá sem o básico! Toma...Passa no cartão!
- Sim, senhora...
- Tá vendo moço... 170 reais... E o senhor tá de prova que eu não to levando nada demais, não é?
BARRIGA - Pois, é... não é?
- Moça...
- Oi...
- A senhora vai me desculpar mas, nós estamos sem sistema! A senhora teria em dinheiro, ou cheque?
BARRIGA - Ai, meu Deus...
- Eu não acredito nessa espelunca! Chama o gerente! Chama o gerente!
- Já estou chamando, senhora...
- Como é possível! só tem gente ignorante trabalhando nesse supermercado? Foram buscar esse povo aonde? no supletivo pro maternal? Chama o gerente!!!
- Calma que ele já vem... Senhora...
- Como assim, sem sistema?
- O sistema caiu, senhora...
- Caiu de onde? Da prateleira? Hahaha... Tá vendo moço! O povo do Brasil é muito ignorante!
- Posso ajudar?
- Pode Wellington, pode! Tira essa cliente daqui, antes que eu perdo a paciência...
- O quê é isso, Carolaine?Isso é jeito de tratar a cliente!
- Pois é um absurdo mesmo, além de não saber falar, essa aí, foi extremamente mal educada comigo...
- Mal educada? É verdade, Carolaine?
- Mal educada o seu cú! Vaca!
BARRIGA - Puuuuuuuutzzzz....
- Carolaine, por favor! Senhora, me desculpe o transtorno... A nossa funcionária está passando por momentos difíceis...
- É um absurdo! É por isso que vivemos nesse país atrasado! As pessoas não tem profissionalismo! Não tem instrução! Eu só quero ser bem atendida, só isso! E esse senhor atrás de mim também... Ele viu tudo! ele está de prova que eu fui fina e educada. A confusão é porque o senhor não sabe gerenciar nem esse buraco, nem esses seus funcionários... Esse senhor está de prova, não é?
- Que senhor?
- Ué... pra onde ele foi?
- Ele quem?
- Um... Meio Gordinho... Bom, aposto que ele foi telefornar pro PROCON!!!

Tédio!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

DUAS MALAS E UM JOHNNY

A minha interfaçe mala, o BARRIGA DE CENA foi ao teatro para encontrar outro de sua própria natureza.

Na sexta-feira passada (dia 11 de janeiro) ele assistiu a estréia de O MALA, texto de Larry Shue e direção de Isser Korik. No elenco estão José Rubens Chachá, Otávio Martins, Tânia Kalill, Eduardo Leão, Wanderley Martins, Luisa Meneghini, Victor Bianchi e Johny Soihet.

BARRIGA: Teatro para o grande público. Uma "comediona rasgada" que arranca risos com situações atrapalhadas. é bem divertido, mas... Não faz muito o meu gênero. De qualquer maneira. o elenco mata a pau no rítimo de citicom e "salva" o texto que, de tão fraco, não traz ao público uma mensagem interessante, nem articula um tema importante ou, pelo menos, pertinente. Mesmo Assim, uma qualidade do texto precisa ser destacada: não é pretencioso. O texto parece não se levar a sério, o que dá um clima agradável à experiência.
Chachá, Martins e Leão dão um show.


O BARRIGA surpreendeu! Domingão ele convidou a patroa prum cineminha (o que não acontecia a um ano e meio) foi ver MEU NOME NÃO É JOHNNY.

BARRIGA: Porra! Filmão!!! Uma corda bamba animal !!! O roteiro, os diálogos, a direção e até o próprio Selton Melo, parecem o tempo todo que vão descambar, que vão cair ora no moralismo corrosivo da Rede Globo, ora na porraloquice de inversão de valores do Tropa de Elite... E não cai! Balança, balança... E dessa tensão "borderliner"(para usar o conceito da moda) é que se tira um bom filme! Gostei! Principalmente por não cagar regra! Por não tentar trazer o tema para a discussão. O tema está claro, mas a discussão é la fora do cinema. No meio do filme mesmo, só a historinha... E uma pusta trilha sonora! FANTÁSTICA que rouba a cena e dá o tom certo do filme.
A trilha é a vara do filme na corda bamba...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

PAULO CORONATO NÃO ESTÁ MORTO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

o BARRIGA DE CENA, meu alter ego novinho (comprado em vezes nas Casas Bahia), assistiu ontem a estréia do espetáculo PAULO FRANCIS ESTÁ MORTO, texto que marca a entrada de Paulo Coronato para o Dramaturgos Futebol Clube da cena Paulistana. A montagem - que acaba de entrar em cartaz no Teatrix - tem direção assinada por Denise Weinberg e é interpretada pelo próprio Coronato e por Flavia Garrafa.

BARRIGA: O texto de Paulo Coronato ao abordar um choque de gerações muito pertinente (o encontro de um ator experiente, intelectual e uma atriz atraente, fútil) propoe uma análise da situação profissional dos artistas no país, e vai além dela.
O texto é apenas um pequeno recorte da classe artística, assim como um recorte da sociedade ou da humanidade, um recorte... Uma parte. A encenação e a direção de ator do espetáculo segue a dica do texto e, "É só um recorte" parece ter sido uma frase recorrente durante o processo... Assim, sem se vender a vontade de espremer muito conteúdo em apenas um recorte, Denise Weinberg escolhe o perigoso caminho da verdade cênica, é bem sucedida, investindo num cuidado microscópico sobre os dois. Tudo muito específico, muito micro.
Tão micro que pediu uma encenação micro. Sem muitas convenções, fugindo das armadilhas da teatralidade, que sempre nos tenta a subestimar o público. "Foi uma terapia para todos nós!" disse a Denise Weinberg no dia da estréia... Acredito... tudo muito verdade! FLAVIA MUITO VERDADE! Gostei! achei pertinente, a peça certa, no lugar certo, a direção certa, com os atores certos, para o público certo, no momento certo...
A verdade dos atores me deu vontade de ler Grotowski... O texto me deu vontade de ler o Rasga Coração, do Vianinha... Não deu, não tive tempo! Fiuquei pensando em como ganhar dinheiro...
Aliás, o fato do ator/autor e da atriz do espetáculo serem casados confunde também a quem conhece os dois pessoalmente, fazendo ainda mais gostoso o jogo de cena. Mas quem acha que o Paulo interpreta a ele próprio em cena se engana!!! Paulo Coronato não é o intelectual Hugo Hoffmann, nem a iniciante Sandra Gonçalves, muito menos o Paulo Francis... O Paulo é os três! Como todos nós... Brigando pela arte, e pelo pedaço de pão. Pelo nosso cérebro, e pelos quilinhos a menos!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

lendo um artigo raso sobre física quântica

Existia, em alguma dispensa escura de uma grande casa...
...uma curiosa sociedade de ácaros que permanecia isolada do mundo exterior, atrás de uma grande caixa de papelão, sobre um trapinho velho.
Desde a descoberta do trapinho, feita por um pequeno e corajoso ácaro desbravador, os curiosos aracnídeos se multiplicaram e, ao longo de 354.246.489.238.967 gerações, sua sociedade desenvolveu uma sólida cultura, cultivando valores progressistas como a cultura, a ciência, a religião e a economia.
No princío, os ácaros do trapinho viviam sobre os dogamas da religião baseada na história do seu desbravador e fundador. Esse Grande Líder, após trazer o seu povo até aquela terra, subiu na Grande Caixa e, aos berros, fez um inflamado discurso na defesa de valores éticos e profetizando a importância da Grande Porta como um território proibido, que detém certos conhecimentos tentadores, mas que pode levar a sociedade á extinção. Após o discurso, exausto, o herói desbravador morreu de tanto esforço.
Assim passaram-se gerações e gerações...
Quando os ácaros do trapinho em questão, entraram na sua etapa de profundo racionalismo , se tornaram uma sociedade ética e obsecada pela verdade. Os ácaros ignoravam o faro de que a verdade é relativa, mesmo depois de um certo Ácaro Einstein berrar suas novas teorias. Ácaros tem uma audição irritantemente seletiva.
Logicamente, um dia, os cientistas trapinianos se perguntaram:
"O que tem do lado de lá da Grande Porta?"
Foi quando a ciência e a Religião dos Ácaro trapinianos começaram a brigar entre sí.
Os clérigos trapistas assistiam enfurecidos os avanços tecnológicos em direção à grande porta, e pregavam a ira divina contra aqueles que desrespeitassem a palavra do fundador.
Com uma sociedade dividida, chegou-se a milhões de teorias sobre o que havia atrás da Grande Porta.
Alguns achavam que atrás dela se escondiam novos tipos de aracnídeos e que eles já sabiam da existência do Trapinho. Outros juravam que atrás da porta existia um universo paralelo, igual, e que ao tentar chegar lá iriam anular as suas forças com as força de seus duplos empurrando para chegar aqui.
Enfim, todas as teorias malucas foram se extinguindo e sobraram algumas poucas e prováveis.
Então, após algumas gerações de pesquisa e desenvolvimento, os trapinianos finalmente chegaram a conclusão do que existia atrás da porta. E depois da certeza absoluta, mandaram alguns bravos soldados para confirmar as teorias...
Foram 15 missões... Apenas dois bravos soldados, voltaram da última e mais bem sucedida delas.
Exaustos, os soldados conseguiram responder a poucas perguntas antes de morrer de fadiga:
- Quem tinha a razão?
- Todos... E... Ninguém, cof cof.... (Morre o primeiro)
- Todas as teorias estão certas?
- Hu-hum!
- Então o que há do outro lado?
- Outra... Outra porta! (Morre o segundo)
Um geração inteira viveu em silêncio.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

A TECNOLOGIA FALHA, LOGO TARDA

sempre quis...
nunca me arrisquei a fazer um Blog...


Sabe?

Ah... Essas insuportáveis promessas de ano novo... Detesto tudo! mas acabo cantarolando aquela vinheta do comercial de absorvente interno e elas tomam conta de mim novamente...

Fazer o quê?

Agora a moda é QUARENTENA...

DIA 1) ...

BARRIGA DE CENA 2008... Um projeto secreto e vergonhoso